segunda-feira, 17 de outubro de 2011



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domingo, 18 de setembro de 2011

À Caça de Evidências


O artigo de Sofia Moutinho veiculado pela Revista Ciência Hoje (2011) fala sobre Ciência Forense ou Criminalística, isto é, o conjunto de conhecimentos científicos que auxiliam o Sistema Legal do Estado. O artigo inicia ilustrando o tema com um suposto crime que aparenta ser um suicídio entra em cena um perito que com os aparatos básicos de sua maleta descarta a hipótese de se tratar de um suicida.

O propósito do artigo é de mostrar a interdisciplinaridade entre as várias áreas do conhecimento para solucionar um crime e dar voz às vitimas e punir culpados com o mínimo de injustiça. – As células falam – Os avanços nas ciências biológicas oferecem e na tecnologia conferem à Ciência Forense maior agilidade efetividade. Podendo até desvendar mistérios de crimes antigos por meio do DNA, cuja eficiência é altíssima.

Os Sistemas Legais de governos de vários países tem se tornado cada vez mais sofisticados e interligados solucionando delitos com rapidez. Por meio de programa de cadastramentos de digitais que formam uma rede, os bancos de dados autorizados que ainda são uma poderosa ferramenta forense. Esses bancos de dados ainda não estão tão efetivos como nas séries do CSI ou outros da ficção cinematográfica.

Na ciência forense a área que mais tem avançado é a Genética, basta uma pequena porção de células do corpo para que se possa identificar que esteve na cena do crime. Em se tratando de uso da Genética logo será possível descrever as características físicas de uma pessoa por meio das informações do DNA.

O assassinato é o crime de maior impacto social e a sociedade dispõe de aparatos para resolver e prevenir a ocorrência dos mesmos. A ciência forense tem evoluído juntamente com os avanços na ciência em suas diversas áreas. O conhecimento do perito criminal é importante para iniciar a resolução de casos em que há necessidade de investigação.

As provas estão em todas as partes, quanto mais o criminoso utilizas a tecnologia, mais provas poderá produzir contra si. – As máquinas deduram. – O criminoso deixará rastros também pelos caminhos da tecnologia. Os peritos podem usar os telefones, o computador pessoal, os endereços de relações virtuais, em fim, tudo o que o suspeito utiliza e muitas vezes nem suspeita que está deixando marcas para ser pego. O que ainda precisa evoluir com a tecnologia são as leis que amparem as investigações e o uso de provas.

Quando se fala do Brasil há quem acredite que o país esteja muito aquém do desejável em se tratando de uso das ciências no campo forense. No entanto há grandes avanços nestas áreas aqui no Brasil também, um exemplo que pode ilustrar que há sim crescimento é o estudo que aperfeiçoa a analise das larvas encontradas em um cadáver. Em outros países apenas se estuda o nível de desenvolvimento para atribuir provável data do falecimento. Aqui estudos já estão em teste para se retirar o DNA do criminoso por intermédio das larvas que o preservam mesmo depois de digerir a carne. Estudos em países como a Índia que conseguem analisar o sangue do estômago de insetos que picaram o criminoso serviram como base para estudar as larvas.

O Brasil tem enormes vácuos em se tratando de resolução de crimes, mas nem sempre as causas são a falta de tecnologia, o que reduz a eficácia forense no Brasil é o conjunto de falta de estrutura e de seriedade política, devido ao sistema governamental que ainda se perde na corrupção e não tem interesse. – Não dá votos. – E há também a banalização do crime, que muitas vezes as vítima são vistas com um ar de “já vai tarde” devido ao fato de pertencerem ao mundo do crime e à baixa camada social.

Ainda há grandes diferenças entre as maletas do CSI das telas e o mundo real e principalmente há uma grande diferença entre a maleta de um perito brasileiro e um norte americano. E a vida real está longe do glamour da ficção, mas tem melhorado a cada dia e tem se tornado cada vez melhor em seguir os passos de quem desafia a lei.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Queremos saber

Queremos Saber

Cássia Eller

Queremos saber,
O que vão fazer
Com as novas invenções
Queremos notícia mais séria
Sobre a descoberta da antimatéria
e suas implicações
Na emancipação do homem
Das grandes populações
Homens pobres das cidades
Das estepes dos sertões
Queremos saber,
Quando vamos ter
Raio laser mais barato
Queremos, de fato, um relato
Retrato mais sério do mistério da luz
Luz do disco voador
Pra iluminação do homem
Tão carente, sofredor
Tão perdido na distância
Da morada do senhor
Queremos saber,
Queremos viver
Confiantes no futuro
Por isso se faz necessário prever
Qual o itinerário da ilusão
A ilusão do poder
Pois se foi permitido ao homem
Tantas coisas conhecer
É melhor que todos saibam
O que pode acontecer
Queremos saber, queremos saber
Queremos saber, todos queremos saber.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Atendendo a pedido.... Canta essa que passa Guri...

O Dono Da Dor

Zeca Pagodinho

Queria felicidade
Não pra me apaixonar

Por medo desse amor bonito

Me fazer chorar

Que fazer com meu coração
Paixão chegou sem dizer nada

E ensinou pro meu viver

Que o dono da dor

Sabe quanto dói

Tem jeito não, o peito rói


E só quem amou pode entender

O poder de fogo da paixão

Porque

A realidade é dura
mas é ai que se cura

ninguém pode imaginar

o que não viveu

Queria felicidade
Não pra me apaixonar

Por medo desse amor bonito

Me fazer chorar

Eu não sabia, Oh! Senhor
Das artimanhas do amor

Caí nas garras da sedução

Tá doendo demais

Mexendo com minha paz

Amarga e doce tentação.

domingo, 26 de setembro de 2010

A importância do Treino diário


A resolução de tarefas diárias é muito importante para que o aluno adquira domínio dos conteúdos. O estudo pode ser comparado com o esporte, à música ou dança que requerem treinos constantes para que haja domínio. O estudo deve ser diário por no mínimo uma hora.

Estudar: aplicar o espírito, a inteligência e a memória para aprender (habilidade, técnica, ciência, arte etc.); adquirir habilidade e/ou conhecimento. Procurar compreender (algo) através da reflexão; meditar, refletir.

Dicas CEST:

· Crie um horário de estudo diário para revisar as matérias do dia. Não deixe pra estudar tudo no dia anterior à prova.

· Estude num lugar calmo e sem barulho. Música durante o estudo? Só se for música calma e em volume baixo.

· Procure esclarecer todas as dúvidas com o professor durante as aulas ou dias de reforço.

· Alimente-se antes de ir ao colégio. Com fome fica mais difícil aprender.

· Procure desenvolver todas as atividades propostas pelos professores e participar dos trabalhos.

· Realize atividades físicas, pois uma boa saúde corporal é fundamental para um bom desempenho na escola.

· Procure dormir no mínimo 8 horas por dia para não ter sono durante as aulas.

· Acompanhe os telejornais da TV e leia revistas e jornais. Um aluno atualizado sempre tem um bom desempenho no colégio.

· Use e abuse do dicionário, pois só assim você irá aumentar seu vocabulário e entender melhor os textos.

· Aproveite bem as férias e feriados. O lazer é fundamental para recarregar as baterias e chegar disposto ao colégio.

· Procure ter uma vida agradável no colégio, faça amigos e aproveite as atividades extra classes.


Equipe CEST

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Estereótipos

O que é estereótipo?

Estereótipo vem do francês Estereotype = Estéreo + tipo. Fôrma compacta obtida por processo de estereotipia, ou seja, reproduzir a partir de uma matriz. Na linguagem popular o termo pode significar lugar-comum, clichê, chavão, ideia muito comum...

Na psiquiatria se utiliza a terminologia para enquadrar o indivíduo que repete insistentemente gestos ou posturas, ou seja,sinais que podem remeter à esquizofrenia. Já a psicologia argumenta que os estereótipos, são atitudes que agregam crenças acerca de um grupo, são o componente cognitivo do preconceito. No entanto, considera-se que é o componente afetivo que constitui o preconceito em si.

Na filosofia o termo remete ao pré-conceito da generalização superficial geralmente predominante no domínio e nas crenças, não do conhecimento, ou seja, ele tem uma base irracional e por isso escapa a qualquer questionamento fundamentado num argumento ou raciocínio. Daí a dificuldade de combatê-lo. "Precisamente por não ser corrigível pelo raciocínio ou por ser menos facilmente corrigível, o preconceito é um erro mais tenaz e socialmente perigoso" (Bobbio).

Ao apresentar a base irracional do preconceito, Bobbio levanta a hipótese de que a crença na veracidade de uma opinião falsa só se torna possível por que essa opinião tem uma razão prática: ela corresponde aos desejos, às paixões, ela serve aos interesses de quem a expressa.

Bobbio distingue os preconceitos individuais, como as superstições, por exemplo, dos coletivos. Fixa sua atenção nos nestes últimos, porque os primeiros são inócuos, não produzem resultados graves. Ao contrário do que ocorre quando um grupo social apresenta um juízo de valor negativo sobre outro grupo social. Dizer que os homens são diferentes entre si é um juízo de fato, mas, a partir disso, não existem elementos que fundamente juízos de valor que considerem um grupo de homens superior a outro. É precisamente essa diferenciação valorativa que costuma servir de base à discriminação, à exploração, à escravização, o julgamento da inferioridade da raça ou à eliminação de um grupo social por outro.

Na visão da Sociologia, Estereótipos são construções mentais falsas, imagens e ideias de conteúdo alógico, que estabelecem critérios socialmente falsificados. Os critérios baseiam-se em características não comprovadas e não demonstradas, atribuídas a pessoas, a coisas e a situações sociais, mas que, na realidade, não existem.

Na visão da educação o estereótipo é um conjunto de características presumidamente “partilhadas por todos” os membros de uma categoria social. É um esquema simplista, mas mantido de maneira muito intensa e que não se baseia necessariamente em muita experiência direta. Pode envolver praticamente qualquer aspecto distintivo de uma pessoa – idade, raça, sexo, profissão, local de residência ou grupo ao qual é associada

Estereótipos são presentes em todas as áreas e atividades do ser humano – “Penso, logo pré-concebo” – O estereótipo pode ser vislumbrado como a fôrma, a matriz que reproduz e dissemina pré-conceberes. A matriz que dita, que padroniza o agir e o ser. O indivíduo é meramente uma fôrma provinda de uma matriz com a Visão de reproduzir sem questionar.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O DESENVOLVIMENTO NEUROLÓGICO E SUA INFLUÊNCIA NA APRENDIZAGEM

Texto de Sandra Tomio - CEST


HEREDITARIEDADE

O desenvolvimento e crescimento do ser humano começam no momento da fecundação. É a partir desse momento que a hereditariedade começa a exercer sua influência, pois ela significa a transmissão das características da espécie e, em particular de certas características individuais doas pais aos filhos. Ela é transmitida pelos genes, que têm em seu interior um conjunto de instruções ou programações para o desenvolvimento do indivíduo. Estas dependerão de vários fatores, sendo o fator ambiental um deles.

AMBIENTE

É tido como a soma total de estímulos que atinge um organismo vivo, de modo a traduzir o código genético determinado no momento da concepção. Ele pode ser: (a) intracelular (de dentro da célula), (b) intercelular (existe entre as várias células orgânicas), (c) intra-uterino (antes do nascimento) e (d) pós-uterino (depois do nascimento). Vimos desta forma, que o fator ambiental está presente desde o momento da concepção.

Além da hereditariedade e ambiente, temos a maturação e a própria aprendizagem como indispensáveis ao desenvolvimento neurológico.

MATURAÇÃO DO SISTEMA NERVOSO

É definida como o desenvolvimento das estruturas corporais neurofisiológicas, determinado pelas potencialidades inatas e independentemente de experiência prévia, que poderá tanto possibilitar quanto limitar o desenvolvimento do comportamento.

O indivíduo, ao nascer, não tem ainda condições de ter suas células nervosas em funcionamento e necessitará de dois processos para que isto ocorra: a mielinização das fibras nervosas e um meio ambiente que estimule adequadamente. Assim, desde que a maturação das ligações nervosas esteja realizada, a aprendizagem de uma função pode fazer-se facilmente. Como a motricidade e a inteligência desenvolvem-se por etapas sucessivas, é necessário que, em cada estágio, o indivíduo receba as estimulações e o tipo de ensino compatíveis com seu potencial cerebral. Temos então, a partir de um certo estágio de desenvolvimento, o aumento da importância do fator ambiental na expressão da maturação do sistema nervoso. A experiência e o aprendizado passarão a desempenhar um papel fundamental para a integração das regiões cerebrais e, além disso, promover alterações estruturais celulares.

Também nessa fase temos os chamados “períodos críticos”, em que o indivíduo deverá ser exposto a determinados fatores ambientais a fim de permitir o adequado desenvolvimento de suas habilidades perceptuais, motoras, cognitivas e sociais. A maioria dos comportamentos do ser humano é aprendida, ou seja, são produtos da aprendizagem, excetuando-se os reflexos que são automatismos inatos. Por isso, é de suma importância que tomemos a aprendizagem como objeto de nosso estudo.

PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA INTELIGÊNCIA

Segundo Piaget, a inteligência humana é sempre um conjunto da maturação, da experiência física e social, e de um princípio dinâmico dominante: a equilibração. A experiência dá origem a novas estruturas mentais que ampliam a gama de experiência potencial da criança, o que, por sua vez, origina novas estruturas mentais. De acordo com sua teoria, pode-se verificar a diferença entre dois processos, já citados, que são relacionados, mas muito diferentes conceitualmente: desenvolvimento e aprendizagem.

O desenvolvimento refere-se aos mecanismos gerais do ato de pensar: pertence à inteligência em seu mais amplo e completo sentido. Tudo quanto pode ser chamado característico da inteligência humana vem à tona, principalmente, através do processo de desenvolvimento, como que destacado do processo de aprendizado. Este se refere à aquisição de habilidades e fatos específicos. Apesar do grau de desenvolvimento suceder sempre na mesma ordem, ele não corresponde a idades absolutas. A idéia central de sua teoria é que a lógica de funcionamento mental da criança se desenvolve gradativamente e qualitativamente diferente da lógica adulta. Sua aceleração ou retardamento irá ocorrer de acordo com os diversos meios sociais e a experiência adquirida. Assim, é preciso a escola reconhecer que não se trata de algo que exclua do aluno a possibilidade de aprender e sim, algo que lhe conduza a um modo particular de aprendizagem.

NEUROPLASTICIDADE

A neuroplasticidade é uma propriedade inerente aos sistema nervoso com a capacidade de modificar o seu funcionamento e de se reorganizar através de alterações ambientais ou de lesão.

Hoje se sabe que todos os medicamentos que aumentam a excitabilidade cortical de forma geral favorecem o aparecimento de trocas neuroplásticas. Basicamente, os mesmos mecanismos são os responsáveis pelos fenômenos plásticos em áreas motoras e somáticas em funções relacionadas com linguagem e cognição, entre outros.

Os avanços científicos, com a aplicação das novas tecnologias, têm motivado o estudo dos fenômenos que mediam a restauração das funções nervosas após lesões cerebrais de diversas etiologias. Podem ser citados como mecanismos de recuperação:

a) O aumento da eficácia sináptica com a ativação ou desinibição de vias existentes e pouco ativas no momento;

b) O crescimento dendrítico dos neurônios sobreviventes com formação de novas sinapses;

c) O aumento da atividade de vias paralelas às lesionadas também por reforço da atividade sináptica e a desinibição de vias e circuitos redundantes.

No ser humano, tem se obtido evidências de ao menos quatro possíveis formas de plasticidade funcional:

- a adaptação de áreas homólogas (contralaterias, por emcanismos de desinibição);

- plasticidade de modalidade cruzadas (reativação de funções em uma área não primariamente destinada a processar uma modalidade particular);

- a expansão de mapas somatotóprios (reorganização funcional);

- ativação compensatória ( desinibição – reorganização funcional).

Todas as privações sofridas pelos indivíduos são responsáveis por lentidão e anomalias do desenvolvimento (aspecto qualitativo) e de crescimento (aspecto quantitativo). É nos primeiros anos que a mielinização se opera, as redes neurais crescem e se estruturam, os processos de informação visual, auditivos, tátil-cinestésica se organizam por níveis de atenção, seleção, discriminação, identificação, sequencialização e retenção, e os processos de comunicação verbal se produzem através de funções de formulações, planificações e controle de condutas psicomotoras e psicolinguísticas.

É óbvio que a intervenção precoce não pode realizar-se sem uma identificação precoce. Uma é dependente da outra, daí a importância da identificação, que permitirá evitar conseqüências de várias ordens. A identificação precoce não pode ser casual e assistemática; antes, e pelo contrário, ela deve ser científica e visa eliminar ou atenuar seqüelas que se repercutem no desenvolvimento neurológico da criança deficiente ou com algum distúrbio.

Em alguns casos, a identificação precoce é óbvia, porém, em outros, só a exclusão e análise rigorosa de sinais pode formular um diagnóstico. Aqui, a intervenção tem seu papel, pois a banalização ou a subvalorização de sinais de desenvolvimento pode adiar a redução dos efeitos ou determinar agravamentos. A identificação precoce grosseira é um perigo. Quanto mais estudos e investigações práticas se encorajarem, por meio de um apoio concreto em termos interdisciplinares, tanto mais facilmente se distinguem e se diferenciam sinais, podendo-se, a partir daí, determinar a natureza dos problemas e o seu correto encaminhamento.

Rubens Wajnsztejn (médico neurologista infantil, mestre em distúrbios da comunicação humana).