domingo, 18 de setembro de 2011

À Caça de Evidências


O artigo de Sofia Moutinho veiculado pela Revista Ciência Hoje (2011) fala sobre Ciência Forense ou Criminalística, isto é, o conjunto de conhecimentos científicos que auxiliam o Sistema Legal do Estado. O artigo inicia ilustrando o tema com um suposto crime que aparenta ser um suicídio entra em cena um perito que com os aparatos básicos de sua maleta descarta a hipótese de se tratar de um suicida.

O propósito do artigo é de mostrar a interdisciplinaridade entre as várias áreas do conhecimento para solucionar um crime e dar voz às vitimas e punir culpados com o mínimo de injustiça. – As células falam – Os avanços nas ciências biológicas oferecem e na tecnologia conferem à Ciência Forense maior agilidade efetividade. Podendo até desvendar mistérios de crimes antigos por meio do DNA, cuja eficiência é altíssima.

Os Sistemas Legais de governos de vários países tem se tornado cada vez mais sofisticados e interligados solucionando delitos com rapidez. Por meio de programa de cadastramentos de digitais que formam uma rede, os bancos de dados autorizados que ainda são uma poderosa ferramenta forense. Esses bancos de dados ainda não estão tão efetivos como nas séries do CSI ou outros da ficção cinematográfica.

Na ciência forense a área que mais tem avançado é a Genética, basta uma pequena porção de células do corpo para que se possa identificar que esteve na cena do crime. Em se tratando de uso da Genética logo será possível descrever as características físicas de uma pessoa por meio das informações do DNA.

O assassinato é o crime de maior impacto social e a sociedade dispõe de aparatos para resolver e prevenir a ocorrência dos mesmos. A ciência forense tem evoluído juntamente com os avanços na ciência em suas diversas áreas. O conhecimento do perito criminal é importante para iniciar a resolução de casos em que há necessidade de investigação.

As provas estão em todas as partes, quanto mais o criminoso utilizas a tecnologia, mais provas poderá produzir contra si. – As máquinas deduram. – O criminoso deixará rastros também pelos caminhos da tecnologia. Os peritos podem usar os telefones, o computador pessoal, os endereços de relações virtuais, em fim, tudo o que o suspeito utiliza e muitas vezes nem suspeita que está deixando marcas para ser pego. O que ainda precisa evoluir com a tecnologia são as leis que amparem as investigações e o uso de provas.

Quando se fala do Brasil há quem acredite que o país esteja muito aquém do desejável em se tratando de uso das ciências no campo forense. No entanto há grandes avanços nestas áreas aqui no Brasil também, um exemplo que pode ilustrar que há sim crescimento é o estudo que aperfeiçoa a analise das larvas encontradas em um cadáver. Em outros países apenas se estuda o nível de desenvolvimento para atribuir provável data do falecimento. Aqui estudos já estão em teste para se retirar o DNA do criminoso por intermédio das larvas que o preservam mesmo depois de digerir a carne. Estudos em países como a Índia que conseguem analisar o sangue do estômago de insetos que picaram o criminoso serviram como base para estudar as larvas.

O Brasil tem enormes vácuos em se tratando de resolução de crimes, mas nem sempre as causas são a falta de tecnologia, o que reduz a eficácia forense no Brasil é o conjunto de falta de estrutura e de seriedade política, devido ao sistema governamental que ainda se perde na corrupção e não tem interesse. – Não dá votos. – E há também a banalização do crime, que muitas vezes as vítima são vistas com um ar de “já vai tarde” devido ao fato de pertencerem ao mundo do crime e à baixa camada social.

Ainda há grandes diferenças entre as maletas do CSI das telas e o mundo real e principalmente há uma grande diferença entre a maleta de um perito brasileiro e um norte americano. E a vida real está longe do glamour da ficção, mas tem melhorado a cada dia e tem se tornado cada vez melhor em seguir os passos de quem desafia a lei.

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